Thelma Tschope Nutricionista CRN 25654
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Entrevista – Jornal de Frutal

Thelma TschopeEntrevista para o Jornal de Frutal – MG (11 de setembro de 2009)

Thelma Tschope – Nutricionista

“Doces, bolachas recheadas e salgadinhos não fazem nenhum tipo de falta na alimentação das crianças”

O governador Aécio Neves sancionou, na última sexta (4), projeto de lei 898/2007, que proíbe o fornecimento e a comercialização de produtos e preparações com alto teor de calorias, gordura saturada, gordura trans, açúcar e sal ou com poucos nutrientes nas escolas das redes pública e privada no Estado de Minas Gerais. A partir da nova legislação, que entra em vigor seis meses após a sanção, os lanches e as bebidas fornecidas e comercializadas nas escolas devem ser preparados de acordo com padrões de qualidade nutricional que promovam a saúde dos alunos e a prevenção da obesidade infantil. Quem desrespeitar a norma estará sujeito a multas e outras penalidades previstas na legislação sanitária. A descrição específica dos alimentos que serão proibidos de serem comercializados e fornecidos nas escolas será definida em decreto que regulamentará a lei. O projeto de lei, publicado na edição de sábado do Minas Gerais, acrescenta dispositivo à Lei 15.072/2004, que determina ao Estado responsabilidade em orientar o desenvolvimento de programas de educação alimentar e nutricional nas escolas do ensino básico das redes públicas e privadas de Minas. O objetivo é estimular a formação de hábitos alimentares saudáveis em crianças e adolescentes e, extensivamente, em suas famílias e comunidades. A nova lei vai prevenir a obesidade infantil, um problema crescente entre as crianças e adolescentes brasileiros. Além disso, é durante a infância que se formam os hábitos alimentares do adulto. Esta determinação é elogiada pela nutricionista Thelma Tschope, que considera que a escola desempenha um papel fundamental dos hábitos de vida dos estudantes. “É possível manter uma alimentação balanceada com itens gostosos e divertidos”, afirmou a nutricionista, nesta entrevista concedida ao Jornal de Frutal. Segundo ela, doces, bolachas recheadas, salgadinhos não fazem nenhum tipo de falta na alimentação das crianças. Confira abaixo a íntegra da entrevista.

Jornal de Frutal – Uma lei estadual está proibindo a comercialização de refrigerantes, balas e frituras nos barzinhos e cantinas das escolas. Como nutricionista como a senhora avalia esta decisão?

Thelma Tschope – Acho a iniciativa válida, pois, a escola desempenha papel fundamental, na formação dos hábitos de vida dos estudantes e, é responsável pelo conteúdo educativo global, inclusive do ponto de vista nutricional. Mas creio se deva dar importância a uma educação alimentar, uma conscientização do que é saudável ou não, pois, neste processo é mais importante, explicar e mostrar os prós e contras do que proibir. O trabalho de conscientização com os alunos sobre a alimentação saudável não deve ser feito apenas por meio da merenda e dos produtos comercializados na cantina. Os professores e os pais devem participar desta iniciativa cons-cientizando sobre o problema da obesidade e a importância da alimentação saudável.

JF – Qual dever ser o lanche ideal para as crianças durante o recreio?

Thelma – É possível manter uma alimentação balanceada com itens gostosos e divertidos. As frutas devem, sim, ser consumidas diariamente pelas crianças. Mas, se eles preferi-rem, podem comê-las em casa e levá-las à escola em forma de suco. Para complementar, o ideal é acrescentar algum carboidrato complexo, como pães com geleia, biscoitos secos e bolos caseiros, que for-necem energia em longo prazo, permitindo que brinquem, aprendam e não fiquem famintas no fim da aula. Quando as crianças comem um lanche rico em açúcaregor-duras, elas tendem a ficar letárgicas, cansadas, o que não ajuda a desempenho escolar.

JF – Porque tem crescido cada vez mais o numero de crianças obesas?

Thelma – Vários fatores contribuem para o aumento da obesidade infantil, como os genéticos, os fisiológicos e os metabólicos; no entanto, segundo estudos realizados o crescente aumento do número de indivíduos obesos parece estar mais relacionado às mudanças no estilo de vida e aos hábitos alimentares. O aumento do consumo de alimentos ricos em açúcares simples e gordura, com alta densidade energética, e a diminuição da prática de exercícios físicos, são as principais causas. Outro fator importante e o tempo que a criança passa em frente a TV, computador e videogame, além do baixo consumo de frutas e verduras.

JF – Como os pais podem con-tribuir para evitar este tipo de problema?

Thelma – A reeducação alimentar da família é o caminho mais fácil e menos oneroso para a prevenção e combate da obesidade infantil. Mas algumas dicas são importantes; evite guloseimas confeccionadas com gordura trans, fritas ou muito doces e prefira aquelas preparadas com cereais integrais, com pouca gordura e açúcar; permitir que a criança coma guloseimas de forma moderada, estabelecendo quantidades; não permita que a criança fique com o pacote de biscoitos ou outra guloseima nas mãos ou que ela os consuma na frente da televisão ou computador; estabeleça horários e freqüência; deixe frutas lavadas e disponíveis; evite comprar guloseimas.

JF – A partir de um ano de idade o que não pode faltar na alimentação de uma criança?

Thelma – A alimentação das crianças até três anos de idade deve ser balanceada, tendo-se o cuidado de não deixar faltar ferro (principalmente o das carnes) uma vez que a sua ausência torna a criança vulnerável à anemia. A vitamina A, presente nas verduras, frutas e legumes (cenoura, abóbora, espinafre…) não pode deixar de ser ingerida na alimentação. A vitamina C (laranja, limão) e o cálcio (leite, iogurtes, queijo) também são essenciais ao bom desenvolvimento, além das fibras, presentes nas verduras e legumes.

JF -E o que não faz nenhum pouco de falta?

Thelma – A maioria das guloseimas (doces, bolachas recheadas, salgadinhos, etc.) com certeza não fazem muita falta, porém, proibilas pode fazer com que as crianças sintam-se mais atraídas por elas. Por isso a minha orientação é que se tenha bom senso ao oferecer estes alimentos para as crianças. Tudo em excesso pode fazer mal, deixe estes alimentos para ocasiões especiais, como festas e passeios.

Fonte: Jornal de Frutal – clique aqui para ver na integra

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