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Ovários Policísticos e Herança Diabética

Caro Leitor, achei importante postar esta matéria de um médico cientista e pesquisador profundo sobre hormônios e claro,  meu médico há 8 anos, que já solucionou problemas  de saúde de muita gente. Boa Leitura.

Por: Dr. Elsimar Coutinho
Há três anos publiquei no boletim da SOBRAGE um artigo enfatizando a importante correlação entre o diabete tipo II insulino-resistente e os ovários policísticos.  O grande número de estudos clínicos e laboratoriais que têm sido publicados nos últimos anos revela a enorme importância que essa correlação vem assumindo, tanto para o diagnóstico quanto para a terapêutica da infertilidade associada à referida policistose.

Na minha experiência pessoal que se estende por quatro décadas de acompanhamento de portadoras de PCOS, desde o tempo em que o tratamento consistia na ressecção cuneiforme dos ovários até o presente quando recorremos principalmente ao citrato de clomifene para induzir a ovulação, que me perguntava se era a tendência diabética que provocava o desenvolvimento dos ovários policísticos ou os ovários policísticos que através da produção excessiva de andrógenos determinava ganho de peso e eventualmente o diabetes.  Atualmente a síndrome é considerada a endocrinopatia mais comum em mulheres na idade de conceber e é particularmente comum em mulheres de origem africana e latinas.2

A síndrome se caracteriza por pubarca precoce, menarca tardia, oligomenorréia, hiper-androgenismo, policistose ovariana, tendência à obesidade, infertilidade, elevada incidência de aborto espontâneo e tendência a desenvolver diabete gestacional.  A resistência a insulina com conseqüente hiper-insulinemia e hipoglicemia podem ser demonstradas em mais da metade das pacientes e em praticamente todas as portadoras da síndrome a herança diabética pode ser demonstrada.  Uma prova de tolerância a glicose alongada é útil na caracterização da resistência à insulina.  A maioria das minhas pacientes refere enxaqueca, cefaléia, sonolência e tonturas associadas geralmente à hipoglicemia, além de apresentarem obesidade central e ombros mais largos do que os quadris como conseqüência do hiper-androgenismo, que também ocorre em homens com herança diabética.  Em alguns casos um ou mais sintomas podem faltar.  Até a policistose ovariana pode não ser demonstrada ou por deficiência técnica da ultra-sonografia ou por tratamentos que inibem a ovulação.

O uso de anti-diabéticos, principalmente da metformina (dimetil-biguanide) ocupa hoje uma posição importante na terapia da PCOS.  A dose cheia (850 mg três vezes ao dia após as refeições) provoca não somente a perda de peso e diminuição do androgenismo como também a regularização do ciclo e ocorrência de gravidez.  A associação do citrato de clomifene ao anti-diabético pode ajudar na indução da ovulação quando a metformina for insuficiente, mas a continuidade do uso da metformina durante a gravidez é indispensável para prevenir o abortamento ou o parto prematuro, a despeito da droga continuar a ser vendida com bulas que contra-indicam o seu uso durante a gravidez.  A metformina não é teratogênica e além de diminuir o risco de abortamento de 60 para 6% diminui o risco de diabetes gestacional, macrossomia fetal e ganho excessivo de peso da gestante.

Para mulheres que têm intolerância a metformina administrada na dose cheia de 2,5 gramas por dia, doses mais baixas podem ser utilizadas com sucesso.  A metformina XR de efeito prolongado foi lançada recentemente, mas experiência com o seu uso ainda é limitada. Outros anti-diabéticos como a rosiglitazona e a pioglitazona podem ajudar na indução da ovulação, mas o seu uso durante a gestação não é indicado.

Para as mulheres que têm intolerância a metformina a melhor maneira de combater a resistência à insulina é através do exercício físico aeróbico e da dieta.  A redução de peso poderá resultar no restabelecimento da função ovariana e conseqüentemente propiciar a gravidez. Em casos mais graves de obesidade a redução do estômago pode ser um recurso salvador.

Fonte: Elsimar Coutinho

Discussão:

6 comentários
  • segundo o médico de minha esposa, especializado em “nefrologia”, devido ao diabetes que ela tem, suspendeu o uso da metiformina porque prejudica os rins, diminuindo cada vez mais o seu bom funcionamento

    • Iris Miranda disse:

      É muito bom termos médicos que vai além da especialização Luiz. Diabete requer um diagnóstico amplo no corpo. Saúde pra você e sua esposa. Abraços.

  • Paulo Rosas Moreira disse:

    Belo trabalho de utilidade pública, especialmente para o dia do amigo (20/07).
    O comentário de Luiz de Almeida, é muito importante,pois que o diabético tem de proteger os rins, sobretudo, porque quando ele é atingido sèriamente, o alvo seguinte é o coração.
    Eu,tomo 3 vezes ao dia as 850 mg. Vou me informar
    melhor a respeito com meu médico.

    • Iris Miranda disse:

      Faça isso Paulo. Temos hoje varios meios de comunicação que disponibiliza informações para gente, mas sempre digo, leia, compare e procure um profissional da saúde de confiança para sugerir o melhor tratamento. Cada indivíduo é unico e requer um tratamento personalizado. Feliz dia dos amigos atrasado,rss, e muita saúde para você. Abraços

  • selma carvalho disse:

    Que notícia boa.
    Assim varias mulheres não passarão pelos varios transtornos que sofri, por falta de informação e de um médico competente. Do texto acima tenho90% dos sintomas citados.Fiz três cirurgias para retirada de cistos,a 1ªcom apenas 18 anos,tive três abortos e fiz tratamento para engravidar.Apesar da dor e do sofrimento,tudo acabou bem.gostaria de ter acesso aoDR Elsimar,pois estou pré diabética,e com crises de hipoglicemia.

    • Iris Miranda disse:

      Selma, desculpe a demora da resposta, mas o mundo virtual ja nos consome junto com o real. Bom, eu vou lhe passar o site dele. ele atende em varios estados do país. Boa sorte com sua saúde, precisando de alguma coisa, se eu puder ajudar, fique a vontade. Bjss. http://www.elsimarcoutinho.com/index.asp

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