Transtornos alimentares

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Muitas são as propagandas diretas ou não sobre as maravilhas de ser magra. A maioria das celebridades exibem corpos magérrimos, vendendo  a imagem de beleza é felicidade. Diante disso, muita gente quer ser igual. Mas é ai que mora o perigo, pois, em busca desta magreza o individuo que é mais suscetível pode desencadear sérios distúrbios alimentares.

Magra, mas gorda no espelho
Os distúrbios alimentares são doenças psiquiátricas desencadeadas não apenas pela influência da mídia, mas também por questões psicológicas. Perdas, separações, mudanças, depressão, ansiedade, solidão, baixa auto-estima, problemas de relacionamento com a família ou amigos, dificuldades afetivas e até mesmo traumas de infância, como abuso sexual, podem ser fatores que conduzem aos distúrbios alimentares.

Transtornos alimentares

Anorexia
Quem tem este problema possui uma percepção distorcida de seu corpo. Mesmo estando magro, enxerga-se gordo. Isso leva à redução drástica na ingestão de alimentos, devido à obsessão em emagrecer e ao medo mórbido de ganhar peso.

Bulimia
É o chamado “comer compulsivo”. A pessoa ingere grande quantidade de alimento de uma só vez, em períodos muito curtos de tempo. Em seguida, tomada pelo sentimento de culpa e para evitar o ganho de peso, provoca vômitos e/ou usa laxantes e diuréticos, normalmente às escondidas. Depois destas crises, surge novo sentimento de culpa ou vergonha e, normalmente, um período de dieta ou, então, jejum.

Diferenças entre Bulimia e Anorexia.

Anorexia

  • Além de tomar laxantes e diuréticos, a pessoa anoréxica segue uma dieta muito restritiva e, com o tempo, se recusa a comer.
  • Consequências primárias – Fadiga, fraqueza, tonturas, visão turva, debilidade muscular, cãibras, prisão de ventre, dores de cabeça, palidez, alterações na pele, problemas no sangue e distúrbios do sistema hormonal.
  • Consequências secundárias – Se a família não  intervir a tempo, o anoréxico pode colocar em risco sua própria vida. Seja pela debilidade provocada ao organismo, seja por meio do suicídio (o  índice é extremamente elevado entre anoréxicas: 200 vezes superior à media geral). Por  isso, é preciso ficar de olho.
  • Sinais de alerta – Emagrecimento rápido, desculpas frequentes para não comer,ingestão apenas de frutas e  legumes, maior agressividade e  isolamento social, prática exagerada de exercícios físicos, consumo excessivo de  laxantes e diuréticos, perturbações do sono, queda de cabelo ou manchas nas unhas, desaparecimento da menstruação (nas moças) ou perda da capacidade de ereção (nos rapazes), perda do desejo sexual e obsessão pelo controle do peso.

Bulimia

  • A pessoa com bulimia exige muito esforço do sistema digestivo. Primeiro, forçando a digestão de grandes quantidades de comida. Depois, provocando sua expulsão.
  • Consequências primárias – A bulimia pode originar distensão dolorosa do estômago, distúrbios do ciclo menstrual e náuseas.
  • Consequências secundárias – Os ácidos contidos nos vômitos causam deterioração do esmalte dos dentes e lesões no esôfago. E os laxantes e diuréticos provocam desidratação, perda de potássio, debilidade muscular,  cãibras, prisão de ventre e dores de cabeça.
  • Sinais de alerta – Dois ou três episódios de comer compulsivo por semana, durante, pelo menos, três meses; cáries frequentes; alterações no horário das refeições e multiplicação do seu número (embora a pessoa coma às escondidas); úlceras na parede do esôfago; feridas nas mãos (causadas pelos dentes, ao provocar o vômito); agressividade e isolamento social, com mudanças de humor constantes; sintomas depressivos (como baixa auto-estima e insegurança) e ansiedade; prática exagerada de exercício físico; às vezes, perda de peso.

Há outros distúrbios alimentares

Ortorexia– Mais comum entre mulheres dos 18 a 40 anos que são obcecadas por alimentação saudável. Evitam sal, açúcar e conservantes e defendem que tudo deve estar desinfetado. Se comerem alguma “tentação menos saudável”, castigam-se com dietas ainda mais rigorosas ou  jejuns. Estas restrições obsessivas podem  levar a carências nutricionais.

Compulsão  Alimentar– Ingestão de grande quantidade de alimentos, em geral muito calóricos,num curto período. A pessoa fica horas sem comer, na esperança de estar fazendo dieta, e depois vem nova crise de voracidade. É semelhante à bulimia, mas sem vômitos, laxantes ou diuréticos. Afeta homens e mulheres, que sofrem de constantes oscilações no peso, embora tendam a ter quilos em excesso.

Vigorexia – Atinge, sobretudo, homens. Por mais músculos que tenham, sentem-se sempre sem encanto físico. Olham-se no espelho com frequência e pesam-se a toda a hora. Treinam sem descanso, fazem dietas desequilibradas e recorrem a suplementos, em geral, de proteínas. Podem ter problemas nos ossos e articulações.

Onde procurar ajuda

Em todo o Brasil, há diversos programas de tratamento de distúrbios alimentares ligados a universidades. Procure em sua cidade. Aqui estão alguns exemplos:

Ambulatório de Bulimia e Transtornos alimentares (iPQ-uSP)    Tel.: (11) 3069-6975

Ambulatórios de Transtornos alimentares, Universidade Tuiuti (Pr)    Tel.: (51) 3331-7208

Grupo de obesidade e Transtornos alimentares (Gota – UFRJ)    Tel.: (21) 2507-0065

Núcleo de Terapia Cognitiva, universidade Federal da Bahia    Tel.: (71) 3332-3509

Programa de orientação e assistência aos Transtornos alimentares (Proata/UNIFESP) – Tel.: (11) 5579-1543

Fonte: PRO TESTE

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Thelma Tschope Nutricionista CRN 25654
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